sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Carro dos bombeiros consumido pelas chamas em Alijó

Acidente ficou a dever-se a uma mudança súbita na direcção do vento.

Um veículo dos bombeiros de Sanfins do Douro foi consumido pelas chamas, esta quinta-feira à tarde, num incêndio em Alijó. O acidente deu-se na sequência de uma mudança repentina do vento.




O fogo atingiu tal proporção que chegou a cortar o IP4, entre os nós do Alto do Pópulo e do Alto de Justes, numa extensão de cinco a sete quilómetro, e a Nacional 15.



Para o combate ao incêndio, às 20:10, estavam mobilizados 95 bombeiros, apoiados por 22 veículos operacionais, dois aviões e um helicóptero pesado. À mesma hora, o incêndio ardia com duas frentes activas em área de mato e pinheiros.



Às 20:00, havia oito fogos activos em Portugal, cinco dos quais considerados «mais significativos», pela dimensão, longevidade ou meios envolvidos. É no fogo de Urgeiro, no fundão, que se concentram mais meios de combate: 246 bombeiros, apoiados por 66 veículos operacionais e por nove meios aéreos.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Monte do Soajo transformado num impressionante manto negro

O monte do Soajo, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês, está transformado num impressionante manto escuro, de onde emana um intenso cheiro a queimado, fruto do pior incêndio de que há memória na freguesia.




"Dos 5900 hectares de monte que o Soajo tem, no mínimo arderam 4000. Foi impressionante, não há memória de uma coisa assim. Desta vez, o fogo chegou mesmo ao pé das casas, não poupou campos de cultivo, vinhas, árvores de fruto. Nada. Foi tudo à vida", refere à Lusa o presidente da Junta de Freguesia local.



Para Manuel Barreira da Costa, em situação particularmente difícil ficam os pastores e os criadores de gado, que viram o pasto para os animais ser completamente devorado pelas chamas.



"Vão sentir sérias dificuldades para passarem o inverno. No ano passado, vi muito gado morrer à fome. Este ano, não gostaria de voltar a ver, mas não sei não", acrescenta.



António Cerqueira, proprietário de 115 bovinos e 28 garranos, já fez contas à vida e começa a visualizar dias tão negros como o monte que abraça o Soajo.



"Vamos ter de mandar vir feno de Espanha. O pior é que os preços vão, certamente, disparar. Um fardo, actualmente, ronda os 2,60 euros, três euros. Com o aproveitamento que sempre há nestas ocasiões, a coisa pode subir para os quatro euros, cinco euros, sei lá", vaticina.



Para António Cerqueira, os incêndios significaram "um duro golpe", não só para os criadores de gado, mas para toda a população do Soajo.



"Se nós perdemos o pasto para os animais, a freguesia perdeu um bem muito maior, que era esta serra verdejante, mas agora está vestida de luto", refere.



Com 25 animais, entre gado cavalar, ovino e bovino, Maria Pires já percebeu que "a factura será pesada".



"O feno que importamos de Espanha já está a subir. Nestes últimos dias, aumentou 25 cêntimos. Falta saber o que estará para vir", atira, preocupada.



O presidente da Junta do Soajo confessa-se ainda "muito preocupado" com os impactos negativos que os incêndios poderão ter para a freguesia.



"Os turistas vinham aqui para passar um dia agradável, com ar puro, no monte. Agora, o que temos para lhe dar? Cinzas e cheiro a queimado. Vai ser muito complicado, muito complicado", afirma.



Os receios do autarca eram, pouco depois, confirmados por um grupo de turistas, que em plena eira comunitária do Soajo, onde pontificam os espigueiros que são ex-libris da freguesia, se manifestavam desolados com a cor do monte.



"Fogo, está tudo preto, assim nem dá gosto vir aqui", desabafava uma jovem.

Fogo no Parque Natural do Douro Internacional dominado

Fogo no Parque Natural do Douro Internacional dominado


por LusaHoje



O incêndio que lavra desde o princípio da tarde em Figueira de Castelo Rodrigo, em território do Parque Natural do Douro Internacional, encontra-se dominado desde as 23:00.



Segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), o incêndio chegou a ter duas frentes ativas, combatidas por 60 bombeiros, 18 veículos operacionais, dois aviões bombardeiros pesados Canadair e dois helicópteros bombardeiros espanhóis.



Segundo o subchefe dos Bombeiros Voluntários de Figueira de Castelo Rodrigo, António Pereira, o incêndio começou na freguesia de Vilar de Amargo e estendeu-se pelas freguesias adjacentes de Figueira de Castelo Rodrigo, Escalhão -- que está sem telefone, apurou a Lusa - e Mata de Lobos, tendo as autoridades chegado a cortar a Estrada Nacional 221.



António Pereira disse ainda à Lusa que "algumas casas estiveram em perigo", tendo ardido parte de uma vinha.



A agência Lusa apurou junto de populares donos de propriedades que, para além de uma extensa área de mato ardida, pelo menos 50 hectares de sobreiros foram destruídos pelas chamas.



Em Figueira de Castelo Rodrigo, este foi o primeiro grande incêndio do ano, o que comprova a teoria da população de que a época de fogos começa, tradicional e misteriosamente, sempre a partir da feira de ano, que se realizou precisamente hoje, dia 19 de Agosto.



Ainda segundo a ANPC, estão neste momento apenas cinco incêndios em curso no país, estando os mais significativos das últimas horas todos dominados.

Mais de 200 bombeiros combatem o fogo no Fundão

A Autoridade Nacional de Proteção Civil registava às 19:00 de hoje 13 incêndios activos, sendo o fogo no concelho do Fundão o que mobilizava mais meios, com 217 operacionais e 55 veículos.






Segundo a página da Internet da ANPC, este fogo, que deflagrou em Urgueiro (Castelo Branco) hoje à tarde, tem uma frente activa, estando a ajudar no combate às chamas cinco helicópteros e quatro aviões. Regista-se "vento forte no local".



Dos 13 incêndios activos, a Proteção Civil destaca oito, um dos quais no concelho de Alijó, distrito de Vila Real, onde se encontram 93 bombeiros, com o apoio de 22 veículos, um helicóptero e dois aviões.



O incêndio, reactivado desde hoje à tarde, tinha obrigado ao corte no IP4, mas o trânsito já se encontra reaberto em ambos os sentidos, a circular lentamente.



Foram entretanto dominados os fogos em Vale de Cambra (Aveiro), Montalegre (Vila Real) e Vila Pouca de Aguiar (Vila Real).



No Parque Nacional da Peneda-Gerês, o incêndio está dominado desde a tarde de terça feira, mas continuam no local quase 20 bombeiros em "vigilância".



A Proteção Civil destaca ainda fogos ativos em Figueira de Castelo Rodrigo (Guarda) e Cabeceiras de Basto (Braga), ambos com menos de 60 bombeiros.



Segundo a ANPC, deflagraram desde as 00:00 de hoje 183 incêndios, enquanto durante todo o dia de quarta feira registaram-se 236.

Dez suspeitos de fogo posto em prisão preventiva



Este ano, polícias já detiveram 27 suspeitos, dez dos quais estão em preventiva






Há 10 suspeitos de fogo posto presos preventivamente nas cadeias portuguesas. O último é um homem de 32 anos, com antecedentes pelo crime de fogo posto, que o Tribunal de Castro Daire colocou em prisão preventiva. É suspeito de ser autor do fogo de Moledo, que destruiu mais de 1000 hectares de floresta e provocou um prejuízo superior a 600 mil euros.



Marco Cardoso, residente em Alva, no concelho de Castro Daire, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) depois de ter sido "referenciado por populares", disse ao DN fonte ligada à investigação. É suspeito de ter sido o autor do incêndio de Moledo, cujas primeiras estimativas apontam para 1122 hectares de floresta queimada.



As suspeitas avolumaram-se depois de "um reacendimento em Aguadalte", na noite de terça-feira, adiantou a mesma fonte.



Segundo Vítor Figueiredo, presidente da Junta de Moledo, o incêndio causou um prejuízo "superior a 650 mil euros". O fogo foi por várias vezes considerado dominado, mas na noite de terça-feira ganhou de novo força e lançou o pânico na aldeia, há vários dias rodeada pelas chamas. Cenário que levou a activar o Plano Municipal de Emergência de Castro Daire.



O governador civil de Viseu, Miguel Ginestal, lembrou que "muitos dos incêndios têm acontecido em circunstâncias muito anormais e estranhas, a horas inusitadas da noite". Miguel Ginestal "louvou" ainda a acção da PJ que "tem estado no terreno e com meios reforçados".



Em comunicado, a Polícia Judiciária indicou que o homem agora detido em Castro Daire "já tinha sido detido, em 2005, pelo mesmo tipo de crime e que tem também antecedentes criminais por furto e condução sobre o efeito de álcool". Cumpria actualmente pena, em regime de dias livres, na prisão de Lamego. O suspeito, trolha de profissão, foi ouvido no Tribunal de Castro Daire e aguarda julgamento em prisão preventiva.



Também ontem a PJ anunciou a detenção de um outro alegado incendiário, um jovem de 16 anos, suspeito da autoria de seis crimes ocorridos nos últimos dias em Viseu. Os fogos, ateados na freguesia de Rio de Loba, com um isqueiro, terão sido motivados pela "atracção pelo fogo e pelo aparato proporcionado pelo combate aos incêndios", adiantou o comunicado.



Desde o início do ano foram já detidos pela Polícia Judiciária 27 suspeitos do crimes de incêndio florestal, dez dos quais estão em prisão preventiva. Um número que pode ainda aumentar, já que a PJ adiantou que tem "outras investigações em curso que poderão originar novas detenções".

Portugal não tem capacidade para combater 400 fogos diários - Protecção Civil de Portalegre

18-Ago-2010
O Comandante Operacional Distrital da Protecção Civil de Portalegre, Belo Costa, admitiu hoje que o país não tem capacidade para responder a uma média de 400 incêndios diários, registados durante a primeira quinzena de agosto.




Belo Costa alertou ainda para a necessidade do problema dos fogos ser tratado durante todo o ano e não apenas na fase critica de incêndios florestais.



O mesmo responsável considerou ainda que os fogos florestais são um problema de todos.“Se os bombeiros não estiveram na hora de combater é porque alguém não esteve na altura de prevenir, por isso os fogos são um problema de todos”, disse.



Belo Costa defendeu ainda o retorno das pessoas ao meio rural que deve ser visto como um potencial económico de interesse, como forma de combater o problema dos fogos florestais.



Gabriel Nunes

Antigos polícias florestais desaproveitados nos fogos

Desde que foram integrados na Guarda Nacional Republicana os antigos polícias florestais sentem que os seus conhecimentos estão a ser desperdiçados




Há 300 elementos em Portugal com elevado conhecimento cientifico e técnico sobre fogos florestais que continuam sem ser aproveitados: os antigos polícias flo-restais (PF), que viram as suas funções extintas ao serem integrados nos quadros da GNR. No terreno os incêndios estão a dar tréguas aos bombeiros e foi já extinto um dos fogos no Parque Nacional da Peneda Gerês. Mas a área ardida é já a pior dos últimos cinco anos: segundo o Sistema Europeu de Informação de Fogos Florestais arderam mais de 74 mil hectares desde o final de Julho.



A farda e as insígnias ainda são as mesmas da extinta PF, mas estes operacionais já não vão a todos os incêndios. Mestres e guardas-florestais, com décadas de experiência, viram ser-lhes retiradas as funções técnicas quando a PF foi extinta e os seus efectivos integrados na carreira civil da GNR.



No grande fogo de S. Pedro do Sul, onde os bombeiros se debateram com falta de acessos, um antigo polícia florestal conhecia todos os estradões, mas esse pormenor passou despercebido. Já esta semana, no fogo de Moledo, estes guardas "tiveram funções de reguladores de trânsito e pouco mais", referiu, sob anonimato, um destes elementos.



Um pormenor que "faz toda a diferença" sentencia um antigo secretário de Estado da Agricultura. "O Estado saiu da floresta, abandonou-a e hoje não há ninguém na floresta, para vigiar e cuidar", adianta Álvaro Amaro. Também a presidente da Liga para a Protecção da Natureza, Alexandra Cunha, lembra que estes operacionais "reuniam muito saber técnico e mantinham a floresta vigiada, em permanência".



A PF, que era um órgão de polícia criminal, detinha competências na investigação e determinação de causas dos incêndios florestais. Hoje estes operacionais foram "engolidos pela GNR" e "não vão a todos os fogos. Alguns nem sabemos que existem", declara um mestre florestal de Viseu hoje "convertido em orientador de tráfego e caça multas".



"Portugal deve ser dos poucos países que se deu ao luxo de extinguir a guarda-florestal, que exercia a sua autoridade em proximidade desde sempre", desabafa Álvaro Amaro. Serão agora menos de 300.



Os guardas florestais receberam em 1989 competências na determinação das causas dos fogos e metade do seu efectivo chegou a deter essa capacidade. Mas com a extinção da PF "perdeu-se ciência acumulada", conclui Álvaro Amaro.



O dia de ontem foi mais calmo no combate e permitiu mesmo extinguir os fogos de Travanca, no Parque da Peneda Gerês e em Castro Daire. Durante o dia houve registo de fogos em Viana do Castelo, Braga e Viseu. Às 19.00 estavam contabilizadas três centenas de incêndios dos quais oito permaneciam activos, entre os quais os de Montalegre, activo desde dia 12, e de Ponte da Barca. Já a PJ anunciou a detenção de dois indivíduos suspeitos da autoria de dois incêndios.



A activação do Plano de Emergência de Castro Daire, devido ao fogo de Moledo, não contou com a participação do INEM nem foi montado nenhum posto médico avançado, que nos termos da lei é obrigatório.



O fogo provocou cinco feridos, entre bombeiros e civis, e o vereador da Protecção Civil da autarquia garantiu que foi instalado um "posto médico avançado". Mas tal não aconteceu apesar de o comandante da Protecção Civil ter garantido que "o posto médico avançado foi accionado por precaução, já que várias povoações foram cercadas pelas chamas e muita gente inalou fumo".



César Fonseca adiantou que "todos os meios necessários para o hospital de campanha estiveram no terreno mas a tenda não chegou a ser montada". Um facto que não corresponde à verdade, já que nenhuma Viatura de Intervenção em Catástrofe, operadas pelo INEM e que não foi notificado para a sua montagem, esteve no local onde apenas compareceram quatro ambulâncias e uma viatura médica de emergência. O DN tentou, sem sucesso, ouvir a Protecção Civil e o INEM.

33 incêndios em Portugal Continental, Viseu é o distrito mais afetado

33 incêndios em Portugal Continental, Viseu é o distrito mais afetado


De Nadia Filipa Pessoa Dinis (LUSA) – 6 de Ago de 2010



Lisboa, 06 ago (Lusa) -- Lavram em Portugal Continental 33 incêndios, 13 com mais intensidade. Viseu é o distrito mais afetado, com cinco fogos ativos, de acordo com informações disponibilizadas pela Proteção Civil às 22:30.



Dos cinco incêndios que estão a decorrer em Viseu, o de São Cristóvão de Lafões, concelho de S. Pedro do Sul, é o que mobiliza mais meios.



No local, estão 135 homens e 35 veículos a combater o fogo, com quatro frentes ativas, cujo combate está a "evoluir favoravelmente".



© 2010 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Castro Daire: PJ detém suspeito de fogo posto

quarta-feira, 18 de Agosto de 2010

07:25


A Polícia Judiciária (PJ) deteve, na noite passada, um suspeito de ter ateado o incêndio em Castro Daire, na zona de Viseu, que, até terça-feira, era o principal fogo florestal ainda a decorrer em Portugal, mas que hoje foi dado como «controlado».

De acordo com a edição electrónica do semanário Expresso, Marco Cardoso será presente esta quarta-feira ao juiz de turno do Tribunal de Castro Daire, mas as autoridades ainda não avançaram «as motivações para os actos» que atribuem ao «jovem» alegado incendiário, que deverão ser avançadas hoje ainda, em comunicado.



Ao final da noite, 20 incêndios continuavam activos, com o de Castro Daire a concentrar mais meios, cerca de 300 operacionais, informou a Autoridade Nacional da Protecção Civil. Por controlar estavam ainda os fogos, com duas frentes activas, de Lamalonga, Braga, de Tourencinho, Vila Real, e de Vale da Serra, Santarém.

Há 48 incêndios activos no país

Bombeiros já tiveram de atacar 254 ignições desde a meia-noite. Inserido em 16-08-2010 15:58






Bombeiros já tiveram de atacar 254 ignições desde a meia-noite.





Com o início da tarde, agravou-se a situação dos incêndios em Portugal Continental. Nesta altura, há 48 fogos activos, sendo que 13 obrigam a atenção prioritária por parte dos bombeiros.



No Mezio, em pleno Parque Nacional da Peneda Gerês, há seis frentes activas. O vento forte tem sido o principal inimigo dos “soldados da paz”.



Outro dos fogos que mais preocupa situa-se em Castro Daire, onde mais de 220 bombeiros combatem várias frentes activas. Já foram enviados reforços de Setúbal e Lisboa.

















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16-8-2010

00:23Peneda-Gerês com nova frente activa










Com o início da tarde, agravou-se a situação dos incêndios em Portugal Continental. Nesta altura, há 48 fogos activos, sendo que 13 obrigam a atenção prioritária por parte dos bombeiros.




No Mezio, em pleno Parque Nacional da Peneda Gerês, há seis frentes activas. O vento forte tem sido o principal inimigo dos “soldados da paz”.



Outro dos fogos que mais preocupa situa-se em Castro Daire, onde mais de 220 bombeiros combatem várias frentes activas. Já foram enviados reforços de Setúbal e Lisboa.



Desde as zero horas de hoje já deflagraram 254 incêndios.

Aviões franceses de combate aos fogos já deixaram Portugal

Económico


18/08/10 16:13
Esta foi a segunda vez que a Força de Reserva Táctica da União Europeia esteve em Portugal a apoiar no combate aos fogos.




Segundo a 'Renascença', os dois aviões Canadair 415 franceses que estiveram uma semana em Portugal a combater incêndios florestais deixaram o país ao final da manhã.



Para trás ficaram seis dias de missão, nos quais os Canadair fizeram uma média de quatro missões por dia, com descargas efectuadas sobretudo em três zonas do país: nos incêndios do Gerês, S. Pedro do Sul e Seia.



Hoje é o dia mais calmo de Agosto quanto à deflagração de incêndios florestais, com 95 ocorrências desde as zero horas. Segundo a proteção civil, a média diária de ocorrências tem sido superior a 300 fogos.



Dados da Autoridade Florestal Nacional indicam que já arderam mais de 71 mil hectares de floresta e mato este ano.

Fogos já consumiram 71 mil hectares de floresta em Portugal

Ministério da Agricultura prepara medidas para minimizar os prejuízos resultantes dos incêndios florestais.
17/08/2010


O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, avançou hoje que os incêndios consumiram 71 mil hectares até 15 de Agosto, citando números divulgados pela Autoridade Nacional Florestal.




A área ardida é menos de um quinto do total consumido pelas chamas no período homólogo em 2003 e cerca de um terço do verificado no mesmo período em 2005. ”Ou seja, em condições particularmente adversas, o dispositivo tem reagido muito melhor”, argumenta Rui Pereira.



Em 2003, as chamas consumiram, até à primeira quinzena de Agosto, 372 mil hectares. Em 2005, o valor a 15 de Agosto era de 197 mil hectares ardidos.



E o ponto de partida de comparação do ministro foi precisamente estes números: "já ardeu mais este ano do que nos últimos anos, mas muito menos que em 2003 e 2005" e isso graças a "enormes melhoramentos no sistema de protecção civil". "Há uma melhor coordenação, mais cooperação e os meios disponíveis foram programados e reforçados", sustentou.



O ministro esteve hoje na Autoridade da Protecção Civil para fazer o ponto de situação dos incêndios.





Tutela faz levantamento de danos no terreno

O Ministério da Agricultura prepara medidas para minimizar os prejuízos resultantes dos incêndios florestais, incluindo a perda do potencial produtivo afectado.



A Renascença apurou que já estarão no terreno equipas das direcções regionais de Agricultura a processar informação, a identificar situações de dano severo no capital agrícola e fundiário das explorações afectadas.



O gabinete de António Serrano pretende avançar com medidas para minimizar as perdas, bem como soluções complementares para repor capital fixo de determinada exploração ou que compensem as necessidades de alimentação animal.



O Governo prepara ainda medidas que promovam o ordenamento, a recuperação de povoamentos e a estabilização do solo após o incêndio. São medidas, ao que a Renascença apurou, enquadradas no Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER).

Incêndio em Seia começou há quatro dias



Estão 28 incêndios activos em Portugal

A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) registava, às 20h30, 28 incêndios activos, sendo os fogos no concelho de Seia, Arcos de Valdevez e Terras de Bouro aqueles que mobilizam mais bombeiros e meios operacionais.



13 Agosto 2010

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O incêndio em Aldeia da Serra, na Guarda, deflagrou na quarta-feira e tem várias frentes activas. Estão no local 252 bombeiros, 77 veículos operacionais e três helicópteros bombardeiros pesados.



Já o fogo que lavra há quatro dias mato em Carvalhal da Loiça, em Seia, está a ser combatido por 173 bombeiros, apoiados por 48 viaturas e um helicópteros de ataque inicial.



Em Calcedónia, Terras de Bouro (Braga), as chamas estão a ser combatidas por 116 homens, 35 veículos e dois aviões bombardeiros pesados, enquanto o incêndio que lavra em Mezio/Travanca, em Arcos de Valdevez (Viana do Castelo) está a ser combatido por 160 bombeiros, 35 veículos e dois aviões bombardeiros pesados.



A meio da tarde de hoje, deflagrou no Belas Clube de Campo, junto ao buraco nº4, um incêndio que chegou a lavrar com duas frentes activas, mas já foi dado como extinto. No tereno estiveram 243 bombeiros, apoiados por 72 veículos e um helicóptero bombardeiro pesado.



Estão ainda activos incêndios em Souteiro/Arga de Cima (Caminha), Amieiro (Alijó, Vila Real), Ventoso (Viana do Castelo), Abrunhosa a Velha (Mangualde), Vila Boa-Pias (Monção), Paredela - Vila Chã São João (Ponte da Barca), Felgueiras (Torre de Moncorvo), Agualva (São Pedro do Sul), Germil de Cima (Ponte da Barca), Igreja (Trofa) e Miranda (Arcos de Valdevez)

Incêndios: 29 fogos ativos em Portugal continental, o maior no concelho de Seia

Incêndios: 29 fogos ativos em Portugal continental, o maior no concelho de Seia


14 Agosto 2010





Lisboa, 14 ago (Lusa) -- Um total de 29 incêndios estão ativos em Portugal continental, o mais preocupante dos quais lavra na Aldeia da Serra, concelho de Seia, distrito da Guarda, de acordo com informação disponível às 06:30 no portal da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).



O incêndio na Aldeia da Serra deflagrou na quarta feira, tem atualmente duas frentes ativas e está a ser combatido por 230 bombeiros com 77 veículos, adianta a Protecção Civil.



Igualmente preocupante é a situação do incêndio ativo em Mezio/Travanca, no concelho de Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo, que apresenta duas frentes e é combatido por 153 bombeiros com 39 viaturas.



Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

33 fogos ativos em Portugal Continental, Seia continua a ser o concelho mais afetado




De Nadia Filipa Pessoa Dinis (LUSA) – há 6 dias



Lisboa, 13 ago (Lusa) -- Lavram 28 incêndios em Portugal Continental, de acordo com informação disponibilizada pela Proteção Civil às 23:30. Viana do Castelo é o distrito com mais ocorrências, mas é em Seia (Guarda) que decorrem os fogos mais preocupantes.



No concelho de Seia, estão ativos dois incêndios, ambos com uma frente ativa.



Na localidade de Aldeia da Serra, estão 252 bombeiros e 77 viaturas a combater as chamas que lavram desde quarta feira.

Incêndios em Portugal já custaram 210 milhões de euros

.Contas avançadas pelo Sistema Europeu de Informação de Fogos Florestais ao i, que revela ainda que 70% da área ardida na União Europeia este ano é portuguesa.

Desde o início do Verão já arderam 127 mil hectares na União Europeia, área que não chega a duas vezes a dimensão do Parque Nacional da Peneda-Gerês, para dar um exemplo de um dos locais mais afectados este ano em Portugal e onde o fogo lavra há mais de uma semana. Os números tornam-se negros quando se percebe que 70% destes 127 mil hectares afectados pelas chamas localizam-se em Portugal, como avançou ao i Jesús San-Miguel-Ayanz, do Sistema Europeu de Informação de Fogos Florestais (EFFIS). "A percentagem, comparando com outras áreas mapeadas na União Europeia, é muito elevada", disse ao i o porta-voz deste organismo europeu, que produz anualmente relatórios sobre o impacto dos incêndios florestais em parceria com as autoridades nacionais.




Segundo os números avançados pelo EFFIS, e ainda sem contabilizar os incêndios deste fim-de-semana - ontem à tarde o site da Associação Nacional de Protecção Civil (ANPC) dava conta de 687 fogos activos entre sábado e domingo - os hectares ardidos em Portugal rondarão já os 100 mil, ainda que só tenham sido mapeados 70 mil.



Só em prejuízos, e através de uma contabilidade "conservadora", garante ao i Jesús San-Miguel-Ayanz, os 70 mil hectares ardidos representam perdas de 210 milhões de euros. Segundo o EFFIS, que está a trabalhar num novo modelo para avaliar o impacto socioeconómico dos incêndios, "as contas actualmente são feitas a 3000 euros o hectare ardido". Desta forma, e se se tiver em conta os 100 mil hectares estimados pelo monitor europeu, a factura portuguesa já vai nos 300 milhões de euros. De qualquer forma, são valores muito superiores aos apresentados pela ANPC ao Presidente da República e ao primeiro-ministro no briefing operacional de sexta-feira passada. Segundo a Protecção Civil são 45 mil os hectares ardidos entre 1 de Janeiros e 11 de Agosto.



Uma diferença abissal justificada pelas técnicas de contagem do monitor europeu e pelo facto de as autoridades portuguesas só irem fazer uma nova actualização dos números esta terça-feira.



Os resultados do Sistema Europeu de Informação de Fogos Florestais assentam nas observações diárias de dois satélites, que detectam áreas ardidas com mais de 40 hectares. Os restantes fogos, com dimensão inferior a 40 hectares, são contabilizados por estimativa, o que faz com que o número em Portugal varie entre os 70 mil hectares ardidos detectados pelos satélites e os 100 mil hectares estimados de incêndios. Os números da EFFIS incluem também zonas agrícolas, excluídas das contas da Autoridade Florestal Nacional (AFN). Feitas estas contas, em 2010 Portugal vai falhar o tecto de 100 mil hectares ardidos por ano, previsto no plano de defesa da floresta. No ano passado arderam 87 mil, cinco vezes mais do que em 2008, número que ainda assim mostra grandes melhorias em relação à década de 90, em que a média anual superava os 148 mil hectares. Este ano, com o final de Agosto e o mês de Setembro pela frente, os indicadores deverão piorar.



Mão Criminosa Os números do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR revelam um aumento da mão criminosa, que representará um quarto das ocorrências. Entre Julho e a primeira semana de Agosto, avançou ao i o tenente-coronel José Grisante, director do SEPNA, foram elaborados duas vezes mais autos por suspeita de crime de incêndio do que em igual período de 2009. Só na primeira semana de Agosto, os 151 autos em 2009 comparam com 428 em 2010. Até 8 de Agosto foram ainda levantados 1530 autos de contra-ordenações ligadas a incêndios e identificados 21 suspeitos de actos criminosos.