quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Fogos já consumiram 71 mil hectares de floresta em Portugal

Ministério da Agricultura prepara medidas para minimizar os prejuízos resultantes dos incêndios florestais.
17/08/2010


O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, avançou hoje que os incêndios consumiram 71 mil hectares até 15 de Agosto, citando números divulgados pela Autoridade Nacional Florestal.




A área ardida é menos de um quinto do total consumido pelas chamas no período homólogo em 2003 e cerca de um terço do verificado no mesmo período em 2005. ”Ou seja, em condições particularmente adversas, o dispositivo tem reagido muito melhor”, argumenta Rui Pereira.



Em 2003, as chamas consumiram, até à primeira quinzena de Agosto, 372 mil hectares. Em 2005, o valor a 15 de Agosto era de 197 mil hectares ardidos.



E o ponto de partida de comparação do ministro foi precisamente estes números: "já ardeu mais este ano do que nos últimos anos, mas muito menos que em 2003 e 2005" e isso graças a "enormes melhoramentos no sistema de protecção civil". "Há uma melhor coordenação, mais cooperação e os meios disponíveis foram programados e reforçados", sustentou.



O ministro esteve hoje na Autoridade da Protecção Civil para fazer o ponto de situação dos incêndios.





Tutela faz levantamento de danos no terreno

O Ministério da Agricultura prepara medidas para minimizar os prejuízos resultantes dos incêndios florestais, incluindo a perda do potencial produtivo afectado.



A Renascença apurou que já estarão no terreno equipas das direcções regionais de Agricultura a processar informação, a identificar situações de dano severo no capital agrícola e fundiário das explorações afectadas.



O gabinete de António Serrano pretende avançar com medidas para minimizar as perdas, bem como soluções complementares para repor capital fixo de determinada exploração ou que compensem as necessidades de alimentação animal.



O Governo prepara ainda medidas que promovam o ordenamento, a recuperação de povoamentos e a estabilização do solo após o incêndio. São medidas, ao que a Renascença apurou, enquadradas no Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER).

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